População rejeita políticos que não investem em saúde
Os excluídos das 30 horas da saúde realizaram no último sábado (5) mais um ato em defesa da isonomia na Secretária de Saúde. Eles distribuíram carta em que informam à população sobre a falta de diálogo do prefeito Luciano Ducci durante os 74 dias de greve e depois, na possibilidade de abrir calendário de negociação. Ainda foi realizada votação simbólica sobre a valorização dos profissionais da saúde.
O ato ocorre após o governo Ducci mais uma vez se recusar a estabelecer calendário com a redução de jornada para 12% da saúde. No último dia 24 foi a vez do secretário de governo Luiz Fernando Jamur negar a possibilidade. “A prefeitura não apresentou dados de seus recursos ou impactos financeiros para negar a inclusão desses trabalhadores. Por isso, vamos continuar nos mobilizando e informando a população sobre a responsabilidade dessa gestão na piora no atendimento à população”, destaca Ana Paula Cozzolino, secretária geral do Sismuc.
Na carta entregue no sábado, os excluídos agradeceram o apoio do povo: “afirmamos nosso respeito maior à população de Curitiba e agradecemos o apoio recebido na forma de mais de 8 mil assinaturas no abaixo-assinado, ligações nas ouvidorias geral e da saúde, manifestações pessoais entre outras”.
Uma urna também foi levada para a Boca Maldita, onde a população pode optar se “vota a favor da valorização dos profissionais da saúde que estavam em greve” ou se votará “em políticos que não investem nos profissionais e na saúde da população”. “A votação foi maciça a favor da primeira opção. Isso demonstra que a população está de olho aberto com aqueles políticos que prometem, mas que não agem a favor da saúde”, alerta Cozzolino.
A urna de votação continuará sendo utilizada em atos da saúde. Já os excluídos se reúnem novamente em 17 de maio, durante reunião do coletivo.