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  • 14/01/2021 Saúde

    Fala, Servidor: UPA Boa Vista atende com falta de respiradores e monitores

    Fala, Servidor: UPA Boa Vista atende com falta de respiradores e monitores
    Arte: CTRL S
    UTI tem mais pacientes do que monitores e médicos precisam escolher qual paciente deve ser monitorado

    Com a Covid-19 o número de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) tem aumentado e cresce também a demanda por equipamentos como respiradores, que são essenciais para salvar a vida dos que contraem o novo coronavírus. Mas, Curitiba, tem os equipamentos necessários para atender os pacientes com Covid-19?

    De acordo com usuários e trabalhadores da UPA Boa Vista a resposta é não, como demonstra a denúncia feita ao Fala, Servidor.

    Faltam respiradores e monitores multiparamétricos – que medem a frequência cardíaca e a respiração. Esses equipamentos já eram essenciais antes da pandemia, e agora, conforme a situação se agrava, são ainda mais indispensáveis. No caso da UPA, a UTI tem mais pacientes do que monitores, o que gera dificuldade no atendimento e perigo aos pacientes. Em uma cidade propagandeada enquanto modelo, a realidade é que médicos têm que escolher com base em seus critérios qual paciente deve ser monitorado.

    Atendimentos aumentam, estrutura não melhora

    Em 2020, o atendimento das nove UPAs de Curitiba aumentou 27%, de janeiro a agosto, quando comparado com o mesmo período em 2019. Foram cerca de 125 mil atendimentos a mais. O número mostra como a pandemia esgotou os servidores da saúde que já estavam cansados e sobrecarregados antes mesmo do novo coronavírus.

    O dado é do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que infelizmente não divulgou o número de atendimentos por UPA em 2020. Porém, com as denúncias dos servidores é possível ver além dos dados e perceber o cansaço físico e mental que vivem esses trabalhadores.
    A UPA Boa Vista foi uma das unidades com maior número de atendimentos em 2019 e naquele momento já apresentava problemas de estrutura. Com a pandemia a situação só se agravou.

    E, como prova de que o coronavírus ainda não acabou, é importante olhar para os dados. Em dezembro, Curitiba chegou a atingir quase 14 mil casos ativos. Agora, depois da chegada de 2021, os números que pareciam ter reduzido, já voltam a aumentar, em apenas uma semana tivemos um aumento de mais de mil casos ativos, com potencial para transmissão do vírus.

    Essa oscilação escancara o despreparo da Prefeitura para lidar com a situação da pandemia. Ao mesmo tempo em que anuncia a vacina como uma grande propaganda política, a saúde em Curitiba está desassistida e faltam equipamentos muito básicos, como é o caso na UPA Boa Vista.

    Imprensa SISMUC
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