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  • 19/09/2020 Fundações

    Dia dos educadores sociais é marcado pela luta por condições dignas de trabalho

    Dia dos educadores sociais é marcado pela luta por condições dignas de trabalho
    Arte: CtrlS
    Profissionais são responsáveis pelo atendimento dos mais vulneráveis, mas são negligenciados pela gestão Greca
    Os educadores sociais da Fundação de Assistência Social (FAS) da Prefeitura de Curitiba têm pouco a comemorar neste 19 de setembro, dia nacional do educador social. Com planos de carreira congelados, falta de condições de trabalho e muitos equipamentos com situação precária para atendimento, a categoria, que está na linha de frente no atendimento dos mais vulneráveis, tem sido negligenciada ao longo dos anos.

    Profissão de alto risco e alto impacto, que trabalha com o convencimento das pessoas em situação difíceis, como de violência, de moradia na rua, e de vulnerabilidade social, são profissionais que precisam tomar medidas certas, na hora certa, e desconstruir a violência. É um trabalho constante, mas sem valorização dos gestores públicos.

    Durante a pandemia da Covid-19 a desvalorização dos servidores foi escancarada. A educadora social Luciane Garcia Julionel, 56 anos, que atuava na Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) Mais Viver, foi uma das vítimas da doença. Ela esteve trabalhando normalmente até ser internada no Hospital Vita, onde veio a falecer. Mesmo com o falecimento, a UAI não teve desinfecção e os colegas que trabalharam com Luciane e os usuários atendidos não passaram por testes para saber se foram contaminados ou não, em uma mostra do descaso da gestão do desprefeito Rafael Greca com os trabalhadores.

    A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) é um dos itens da pauta de reivindicações dos servidores da FAS antes da pandemia do novo Coronavírus, e foi fortemente sentida neste momento. Os servidores receberam máscaras de tecido ao invés de EPI, que seriam as máscaras NR 95 ou PFF2, equipamento indicado para segurança dos trabalhadores. Além de não serem EPIs, as máscaras de tecido foram entregues em quantidade insuficiente para a jornada de trabalho. Ainda, em muitos locais, não foi possível estabelecer as medidas de proteção coletiva, como distanciamento de 1,5m entre as pessoas.

    A pauta de reivindicações negligenciada pela gestão Greca ainda pede a manutenção anual das unidades, segurança nos equipamentos, capacitação continuada e implantação do plano de carreira do Sistema Único da Assistência Social (SUAS). São reivindicações que vêm se repetindo ao longo dos anos, sem serem atendidas pela administração municipal, contribuindo para precarização das condições de trabalho.

    Luta nacional

    Os educadores sociais também estão na luta pela regulamentação da carreira que sofre com as ações de desmonte das políticas nacionais de assistência social. Para exemplificar o desmonte e redução de recursos para a área, que atinge diretamente o trabalho dos educadores sociais, o governo Bolsonaro iniciou o mandato cortando cerca de 50% das verbas do SUAS, o que praticamente inviabilizou a continuação de diversos serviços com qualidade. Ainda durante a pandemia, conforme dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Curitiba, a assistência social ficou em terceiro lugar no volume de recursos, mesmo diante da crise econômica e social que estamos passando.

    A criação de funções, como de cuidador social, que dividem as atribuições da carreira para outros cargos, são mecanismos que precarizam a profissão, ao invés de reconhecer a importância dos educadores sociais. A regulamentação da profissão tramita no Congresso Nacional graças à mobilização dos educadores e ainda é uma luta a ser conquistada!

    O SISMUC parabeniza os educadores sociais pela passagem do dia que remete à reflexão sobre a importância da profissão. Parabéns aos educadores sociais que tanto fazem pelos mais vulneráveis da nossa sociedade, mesmo sem valorização pelo trabalho!

    Imprensa SISMUC
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