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  • 13/05/2021 Na Pauta

    FAS vai iniciar operação inverno sem imunizar os trabalhadores da assistência social

    FAS vai iniciar operação inverno sem imunizar os trabalhadores da assistência social
    Arte: CTRL S
    Categoria se sente desvalorizada e teme risco de reinfecção por Covid-19

    A Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba inicia no sábado, 15 de maio, a operação de inverno“Curitiba que Acolhe 2021” sem ter imunizado os servidores da FAS contra a Covid-19. A operação é uma das principais ações da FAS no acolhimento de pessoas em situação de rua.Vale lembrar que o esquecimento da Prefeitura em relação a estes trabalhadores não é de hoje, mesmo encarando um inverno rigoroso, os servidores da FAS nem se quer recebem a vacina da gripe.

    No ano passado, primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, a FAS anunciou que estava batendo recordes de atendimento, com até 900 acolhimentos em um dia, e chegou a abrir 325 novas vagas de acolhimento, sendo 175 delas em abrigos emergenciais para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade social com suspeita de Covid-19, aquelas que contraíram a doença ou são do grupo de risco.

    Para a operação deste ano não houve anúncio de novas vagas para acolhimento, porém, os servidores que estão na linha de frente atendendo a população mais vulnerável da sociedade percebem um aumento da procura pelos serviços da FAS, reflexo da crise social e econômica que vivemos e da pandemia que nos atinge há 15 meses. 

    Nesta semana, na Casa de Passagem Julia da Costa,em uma noite foram acolhidas 102 pessoas, 20 a mais do que a capacidade do local, que tem o limite de 82 pessoas devido as medidas preventivas de combate ao coronavírus. Além de serem obrigados a acolher quem chega, outra questão é que não são enviadasmarmitas suficientes para as refeições e café da manhã, fazendo com que alguns usuários fiquem sem comer.

    A operação de inverno movimenta os servidores da FAS que são remanejados para reforçar o serviço de acolhimento, mas a falta de prioridade para imunizar a categoria preocupa os servidores. Muitos já tiveram Covid-19 e temem reinfecção este ano, uma vez que a vacinação anda a passos lentos e não houve priorização de vacinas para estes trabalhadores. Além disso, também temem o agravamento de sequelas que alguns colegas já ficaram e a contaminação de familiares.

    Conforme o plano municipal de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a categoria será vacinada após os grupos de comorbidades, doenças graves, pessoas em situação de rua e do sistema socioeducativo. Mas é preciso antecipar a vacinação dos trabalhadores da assistência social!

    Outros grupos tiveram a vacina antecipada, até mesmo quem trabalha no abrigamento de idosos na rede privada já foi vacinada, e porque os servidores da FAS, que fazem serviço similar na rede pública não receberam a vacina?

    A SMS diz que está seguindo o Plano Nacional de Vacinação, que não incluiu entre os grupos prioritários a vacinação dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), colocando em risco esses trabalhadores que atendem uma parcela da sociedade que é invisibilizada. Alguns estados e municípios anteciparam a vacinação dos trabalhadores da assistência social, mas em Curitiba falta vontade políticapara isso. Os critérios da SMS para antecipar a vacinação de alguns grupos, como dos trabalhadores da Unimed, não é clara, e isso preocupa os servidores da FAS que estão no trabalho presencial sem segurança.

    Queremos vacinas para todos!

    Conforme reposta da direção da FAS a questionamento feito pelo SISMUC, entre 17 de março de 2020 e 30 de março de 2021, 79 servidores da FAS foram afastados por Covid-19 e teve um óbito. Este ano outra colega veio a falecer após ocorrência de surto de Covid no equipamento onde trabalhava. Apesar da gestão negar que a servidora tenha se contaminado no local de trabalho, os servidoresvêem essa possibilidade, uma vez que não há condições adequadas de trabalho.

    Devido ao processo de terceirização da limpeza, não há equipes para higienização dos equipamentos como deveria ocorrer como medida preventiva ao coronavírus. Há falta de água nos equipamentos para realizar a higienização também dos usuários. O distanciamento social de 1,5m também não é respeitado, contribuindo para maior risco de contaminação.

    Diante desse cenário de descaso e esquecimento da gestão, os servidores realizam assembleia na próxima terça-feira (18) para discutir ações para cobrar a vacinação já para os servidores da FAS. Faça sua inscrição em bit.ly/assembleiafas1805. 

    Os trabalhadores da assistência social merecem respeito e valorização!

    Imprensa SISMUC
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