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  • 04/08/2021 Na Pauta

    Falta de políticas públicas para assistência social foi tema de live

    Falta de políticas públicas para assistência social foi tema de live
    Arte: Ctrl S
    O sindicato participou de debate sobre o atendimento da assistência social em Curitiba

    As condições de trabalho dos servidores que fazem o atendimento da população mais vulnerável da cidade foi tema de um debate online que aconteceu na noite de segunda-feira (2) promovido pelo portal Plural.jor. O SISMUC foi uma das vozes participantes e lembrou do desmonte que a gestão do desprefeito Rafael Greca vem promovendo na assistência social da cidade. Participaram o educador social e diretor do Sindicato Marcos Franco, a ex-presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Márcia Oleskovicz e o servidor aposentado Antônio Carlos Rocha.

    Durante o debate virtual, o SISMUC lembrou que em 2018 Greca promoveu o fechamento de 7 Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), suspendendo o atendimento. O resultado desta ação se vê em médio e longo prazo, e por isso, agora, estamos vendo mais pessoas em situação de rua na cidade porque não recebem mais o acolhimento que o CRAS da região vinha fazendo.

    Além disso, a falta de profissionais para completar as equipes foi outro problema apontado pelo sindicato. A gestão tem priorizado a contratação por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS) ou contrato de terceiros para fazer o atendimento, prejudicando o vínculo com os usuários atendidos, elemento importante no serviço de assistência social.

    É a falta de política pública para área de assistência social que vem prejudicando o atendimento para a população e as condições de trabalho dos servidores.

    Mesmo com arrocho salarial imposto por Greca aos trabalhadores, os servidores da FAS são altamente capacitados e treinados para realizar o serviço, sendo eles, muitas vezes, vítimas, inclusive, de violência de usuários abordados. Porém, para realização do trabalho com qualidade é necessário ter equipes de trabalho, pois o mais capacitado trabalhador não vai conseguir realizar a atividade que seria de 8, 10 pessoas. Desde 2012 não é realizado concurso público para completar as vagas existentes na FAS e, diante da crise econômica a procura pelo atendimento tem crescido sem o necessário aumento da estrutura.

    Os trabalhadores ainda enfrentam condições precárias nos locais de trabalho muitos com goteiras, infestação de insetos, muquiranas, sem equipes de limpeza para atender a necessidade existente, além da falta de equipamentos de proteção individual (EPI) tão importante para segurança dos trabalhadores neste momento de pandemia da Covid-19. Ainda se soma a crise hídrica, que deixa locais sem água para higienização dos  usuários e uso dos trabalhadores.

    O SISMUC tem feito denuncias sobre esta falta de estrutura e tem cobrado a gestão para melhores condições de trabalho, pois a gestão Greca tem feito um trabalho de “maquiagem”, com espaços para alojamento que parecem arrumados, mas que escondem problemas na estrutura, e tem deixado de lado o trabalho técnico, em prol da dignidade da pessoa humana.

    É preciso valorizar quem está na linha de frente, dando o melhor de si para atender os mais vulneráveis da sociedade. A assistência social não pára e merece respeito!

    Imprensa SISMUC
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