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  • 15/04/2021 Geral

    Diante da omissão da PMC, SISMUC testa servidores em parceria com UFPR

    Diante da omissão da PMC, SISMUC testa servidores em parceria com UFPR
    Arte: CtrlS
    Falta de testagem e rastreamento de infectados é erro da gestão Greca e é uma das pautas de cobrança do SISMUC no MPT

    No início deste mês, o SISMUC, em parceria com o Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), convidou os trabalhadores da Fundação de Ação Social (FAS), agentes de combate às endemias (ACEs) e fiscais para realizarem testes da Covid-19. Essas categorias têm estado desde o início da pandemia na linha de frente do atendimento à população durante o combate ao coronavírus – e outras endemias –, mas não têm sido tratadas como tal.

    A pandemia já completou mais de um ano e mesmo assim essa foi a primeira vez que houve um chamamento amplo para a testagem dessas categorias. O teste realizado foi o RT-PCR – considerado até hoje como padrão ouro – e ainda de forma gratuita. A testagem para os servidores municipais deveria ser constante e inclusive é uma das pautas de cobrança do sindicato ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Sem a testagem massiva e o rastreamento dos contaminados, muitos servidores assintomáticos podem ser vetores da doença para os seus colegas e para a comunidade.

    Felizmente, o número de servidores que testaram positivo para a Covid-19 foi baixo. Porém, isso não significa que o vírus não esteja circulando. Vale lembrar também que muitos servidores não puderam comparecer à testagem por estarem em horário de trabalho, o que não aconteceria se a Prefeitura fosse responsável pelos testes.

    Situação ainda é grave!

    Em Curitiba, dados da Prefeitura apontam que a taxa de transmissão da Covid-19 na cidade é atualmente de 0,87 (dados do dia 08 de abril). Porém, há menos de um mês essa taxa chegou a 3,61. Isso significa que cada 100 infectados estava transmitindo a doença para mais 361 pessoas

    Dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), apontam que a taxa de transmissão da Covid-19 no Paraná está em 0,77, o que significa que cada 100 pessoas com a doença confirmada transmitem para outras 77. Em meados de março, a taxa era de 1,58, o que representava a contaminação de 158 pessoas para cada 100 infectados.
    A confirmação de um caso já é suficiente para evitar a contaminação de outros colegas e até o surto da doença nos locais e trabalho. Recentemente, um trabalhar da FAS que atua no Centro Pop Plínio Tourinho comunicou a gestão que uma pessoa com quem reside estava com o caso confirmado, a gestão o mandou continuar trabalhando. Um tempo depois outros trabalhadores foram infectados e uma servidora veio a falecer de Covid-19 no mesmo local.

    Conforme reportagem publicada pelo portal R7, com entrevista com o infectologista Carlos Fortaleza, uma pessoa pode transmitir a doença, mesmo sem querer, para uma média de 3 a 6 pessoas.Esse número ainda pode ser maior dependendo das condições do local e das medidas preventivas adotadas.

    É preciso evitar surtos de Covid-19 nos locais de trabalho

    Já foram registrados surtos de Covid-19 em equipamentos municipais porque a gestão não tem realizado os testes e nem afastados os colegas que tiveram contato com pessoa que teve a doença confirmada. É importante destacar que estes trabalhadores não têm equipamentos de proteção individuais adequados, como é caso dos fiscais, dos trabalhadores da FAS e dos ACEs, que até hoje utilizam máscaras de tecido e tem dificuldade de conseguir álcool em gel disponibilizado pela administração. As atitudes irresponsáveis da gestão podem levar até a óbito os trabalhadores, como já aconteceu.

    A testagem massiva dos servidores que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus, e aqueles que fazem atendimento direto à população deveria ser periódica, afinal, muitas categorias estão trabalhando presencialmente desde o início da pandemia em março de 2020, sem que a gestão garanta a realização de testes e faça o rastreamento dos casosdentro dos equipamentos municipais para tomar as medidas de segurança necessárias.

    Locais fechados, com pouca ventilação e baixa luminosidade contribuem para transmissão do vírus, assim como a falta de limpeza do ambiente. E, infelizmente, a higienização frequente dos locais de trabalho da Prefeitura não vem ocorrendo como deveria, em especial em equipamento da FAS que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

    Chega de desvalorização! É preciso ter mais cuidado com os trabalhadores e valorizar quem faz o atendimento direto com o público, em equipamentos da FAS, nos Armazéns da Família, e demais setores da gestão municipal. Muitos locais não são ventilados e não é possível manter o distanciamento social, por isso a gestão deveria realizar os testes e fazer a sanitização do ambiente quando um servidor testa positivo. É uma medida preventiva que ajuda a restringir a circulação do vírus.

    Seguimos cobrando a vacinação para todos, e a testagem massiva dos servidores. Essencial é a vida! Unidos somos fortes!

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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