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  • 01/12/2021 Geral

    Ocupação Nova Esperança sofre com a violência da PM

    Ocupação Nova Esperança sofre com a violência da PM
    Arte: Ctrl S
    Mais um “caso isolado” de violência policial e abuso da força contra a população trabalhadora mostra como o Estado trata aqueles que se organizam e reivindicam seus direitos

    Os moradores da Ocupação Nova Esperança, localizada em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, foram vítimas de uma ação violenta e covarde da Polícia Militar do Paraná (PM) na noite de terça-feira (30). Igor Cristiano da Silva, jovem de 24 anos e morador da Nova Esperança, foi executado pela PM dentro da própria casa. Conforme relato de moradores, uma jovem de 15 anos, grávida, também foi baleada.

    Ao contestar a ação policial, a resposta recebida pelos moradores foi a repressão completamente desmedida, com bombas e tiros de borracha que deixaram diversos feridos em mais uma ação covarde da Polícia Militar contra a população trabalhadora. Ao ser questionada pela população e por advogados no local, a PM coagiu quem ali estava, ameaçando com voz de prisão e fechando as entradas da comunidade, impedindo que moradores da região pudessem ter acesso ao local. Nem mesmo as crianças foram poupadas: mães com seus filhos no colo também foram alvos de tiros de borracha e há relatos de que bombas foram jogadas perto e dentro das casas das famílias.

    A área é próxima da Prefeitura Municipal de Campo Magro e está ocupada há cerca de um ano por 1.200 famílias que integram o Movimento Popular por Moradia (MPM). A Ocupação conta com cozinha comunitária, biblioteca, salas de aula e promove atividades lúdicas e educativas. Nunca houve registro de violência no local.

    A Polícia Militar de Campo Magro ilustra bem o tratamento que dá o Estado aos trabalhadores que lutam para garantir as mínimas condições de vida para si e suas famílias. Ações truculentas como esta, sem qualquer explicação ou satisfação, deve ser combatidas diariamente. Não é um caso isolado. Trabalhadoras e trabalhadores merecem e exigem respeito! A direção do SISMUC repudia veementemente este tipo de ação das forças policiais e se coloca ao lado dos trabalhadores em sua luta legítima pelo direito à moradia.

    Imprensa SISMUC
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