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  • 23/10/2020 Educação

    CME se recusa a realizar reuniões online em meio à pandemia

    CME se recusa a realizar reuniões online em meio à pandemia
    Arte: Ctrl s
    Conselheiros podem optar por participar de forma online, mas as reuniões presenciais vão continuar

    Na última quarta-feira (21), as direções do SISMUC e do SISMMAC enviaram um ofício ao Conselho Municipal de Educação (CME) solicitando que as reuniões fossem realizadas de forma online, com o objetivo de evitar o contágio da Covid-19 entre os conselheiros. No começo do ano, o conselho se recusou a avaliar outras possibilidades e realizou encontros presenciais em abril e maio, quando a OMS já havia declarado a pandemia do novo coronavírus.

    O assunto foi colocado em pauta na manhã desta quinta-feira (22) em mais uma reunião presencial no CME. Os representantes dos sindicatos, junto com conselheiros de outros segmentos, reforçaram que são contra os encontros presenciais, pontuando também que vários membros são do grupo de risco e que uma das conselheiras já faleceu em decorrência da Covid-19.

    Diante das críticas, os representantes da Secretaria Municipal de Educação (SME) alegaram que a internet não é boa o suficiente na Secretaria para realizar a reunião online. Essa é uma desculpa muito contraditória, considerando que a Prefeitura não consultou ou deu suporte aos servidores da educação que necessitam da própria internet para realizar o trabalho remoto.

    Em votação, mesmo com resistência por parte dos servidores da SME e dos núcleos regionais, foi decidido que os conselheiros podem optar em participar da reunião de forma on-line, principalmente aqueles que fazem parte do grupo de risco.

    Apesar da atual situação do município ainda ser preocupante em relação à taxa de reprodução da doença, a gestão Greca, visando a reeleição, forçou a transição de volta à bandeira amarela. No entanto, sabemos que ainda não deveríamos ter saído da bandeira laranja e que o trabalho remoto deve ser indicado para a evitar a transmissão do novo coronavírus.

    Mesmo sabendo dos riscos, a Prefeitura suspendeu no dia 16 de outubro a possibilidade de revezamento entre servidores, incluindo o que atuam nos núcleos regionais e na secretaria da educação. E essa falta de consideração com a saúde reflete também na postura da CME.

    Normativa nº 5 e manifesto

    Em resposta ao ofício criticando a instrução normativa nº 5 da Prefeitura e ao manifesto sobre os Conselhos de Classe em meio à pandemia, a CME apenas informou que esse tipo de encaminhamento compete somente à mantenedora. Isso mostra que o Conselho só está interessado em seguir os passos da Prefeitura e não se importa realmente em discutir sobre a realidade da educação pública.

    Por isso, nós da direção do SISMUC e do SISMMAC sabemos que não podemos contar com o Conselho Municipal de Educação (CME), mas seguimos firmes nessa instância para marcar a nossa resistência diante dos desmandos da gestão Greca!

    Imprensa Sismuc e Sismmac
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