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  • 02/03/2021 Educação

    Falta de água ameaça a vida de servidores da Educação em trabalho presencial

    Falta de água ameaça a vida de servidores da Educação em trabalho presencial
    Arte: CtrlS
    Sindicatos exigem o retorno do trabalho remoto para todos os trabalhadores da educação

    O problema da falta de abastecimento de água nas unidades de ensino da rede municipal persiste essa semana, impedindo que os servidores da educação, que a Prefeitura insiste em manter em trabalho presencial, realizem as medidas básicas de higiene para evitar a contaminação de coronavírus.

    Logo no início da semana, os sindicatos receberam a denúncia da Escola Municipal Júlia Amaral di Lenna que, assim como na última sexta-feira (26), ficou sem abastecimento de água em toda a unidade. Ou seja, os trabalhadores da unidade tiveram que realizar atendimento ao público, devido à entrega dos kits de alimentação, sem a possibilidade de garantir a higiene no local.

    A primeira semana de volta às aulas presencias também revelou como o racionamento de água atingiu a segurança da comunidade escolar. O CMEI Porto Belo, por exemplo, enfrentou a falta de água durante quatro dias na unidade. As escolas municipais Maria do Carmo Martins e CEI Heitor de Alencar Furtado, ambas da regional CIC, ficaram sem água nos principais pontos das unidades, dificultando a higiene e hidratação de alunos e funcionários.

    Outras unidades como as escolas municipais Darcy Ribeiro, Newton Borges, Araucária, Erasmo Piloto e CMEI Professora Maria Viezzer Hermann também enviaram relatos denunciando a falta de abastecimento de água.

    Vale lembrar que na semana passada, enquanto diversas unidades enfrentavam a falta de água, houve o atendimento presencial aos alunos e também a distribuição dos kits de alimentação.

    Essas situações não são casos isolados no município e mostram que a gestão Greca ignora muitas unidades que não têm estrutura para enfrentar o racionamento de água em meio à pandemia sem comprometer as medidas de segurança necessárias.

    Além disso, a prefeitura também coloca questões meramente burocráticas acima do bem-estar dos trabalhadores da educação. Na última segunda-feira (1º), os sindicatos SISMUC e SISMMAC estiveram na Secretaria Municipal da Educação (SME) para cobrar uma nova orientação que garanta a retomada do trabalho remoto para todos os servidores da educação. Em resposta, a SME afirmou que pretende manter o trabalho presencial para garantir o registro de estudantes no Sistema Estadual de Registro Escolar (Sere), a entrega dos kits de alimentação, a limpeza das unidades e os preparativos para a retomada das aulas presenciais no dia 8 de março.

    O Decreto Municipal 400/2021 aponta a prioridade pelo teletrabalho para reduzir a taxa de contágio de Covid-19 até o dia 8 de março, mas, na prática, a Prefeitura age como se o grave colapso da saúde no estado do Paraná fosse se resolver em apenas uma semana, e ainda sem decretar a volta total do trabalho remoto dos trabalhadores da educação, garantindo apenas a entrega dos kits de alimentação.

    Essa postura intransigente da Prefeitura que coloca a vida de servidores e da comunidade escolar em risco se torna ainda mais prejudicial com a falta de água nas unidades escolares. Por isso, as direções do SISMMAC e do SISMUC reforçam: a entrega dos kits de alimentação é a única atividade realmente essencial nesse momento crítico de pandemia. Exigimos que todas as demais atividades, incluindo a entrega de qualquer material impresso, sejam suspensas e que os trabalhadores permaneçam no trabalho remoto até a garantia de vacina e testagem periódica dos trabalhadores.

    Faça a sua denúncia!

    A questão da falta de água e demais casos sobre trabalho presencial, suspesitas e confirmações de contaminação de Covid-19 e descumprimentos do protocolo de segurança serão debatidos na audiência com o Ministério Público do Trabalho marcada para esta terça-feira (2), às 16h. Além de reivindicar que o órgão intervenha e ajude a cobrar a publicação uma orientação coerente com o decreto estadual e com o momento crítico da pandemia, a audiência também debaterá a série de denúncias protocoladas ao longo da semana passada.

    Mesmo com a suspensão das aulas presenciais, é fundamental que as servidoras e servidores continuem avisando os sindicatos sobre os resultados dos testes de Covid-19 e sobre os problemas enfrentados nas unidades de ensino. O canal para envio dessas denúncias é o WhatsApp da Educação (41) 99988-2680. Essas informações continuarão subsidiando nossa luta para que as aulas permaneçam suspensas até a garantia da vacina!


    Imprensa SISMUC SISMMAC
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