Notícias

Imprimir
  • 09/03/2021 Saúde

    Fala, Servidor: UPA Sítio Cercado atende o dobro de pacientes do que sua capacidade

    Fala, Servidor: UPA Sítio Cercado atende o dobro de pacientes do que sua capacidade
    Arte: Ctrl S
    Unidade não tem suporte de soro e oxigênio é um produto escasso na unidade, pacientes são jogados dentro da unidade

    “A UPA Sítio Cercado é um caos. A gente tinha 39 pacientes, a maioria positivos, misturado com outros pacientes. Não tem saída de oxigênio pra todos os que precisam. Não tem suporte de soro, a gente cola o soro com esparadrapo ou amarra com luva na janela. Não tem distanciamento necessário de um paciente pro outro, todo mundo amontado. Os pacientes são recolhidos e jogados dentro da UPA. Não estamos conseguindo fazer o atendimento com qualidade e temos que escolher os pacientes que conseguimos monitorar...”

    O depoimento de uma servidora da saúde que vive de perto a realidade da pandemia desde o início de março de 2020 é chocante. Como após um ano de pandemia, a Secretaria Municipal de Saúde e o desprefeito Rafael Greca deixam uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) chegar a este estado?

    Os responsáveis pelas mais de 3 mil mortes em Curitiba devem ser responsabilizados, assim como eles responsabilizam a população. Em discursos emocionados a administração municipal insiste em dizer que o grande problema da pandemia na cidade é a falta de cuidado, mas e quando a falta de cuidado e excesso de irresponsabilidade vêm do próprio Estado? Esse é o tema do Fala, Servidor desta terça-feira, dia 9 de março.

    A UPA Sítio Cercado, que se encontra mais uma vez SOBRECARREGADA e sem estrutura mínima como suportes para o soro, já foi tema do Fala, Servidor antes.

    Com mais de 10 mil casos de infecção ativa em Curitiba, a UPA tem pessoas aguardando por um leito de internamento há uma semana. Assim, mesmo sem espaço físico e com poucos trabalhadores, a UPA precisa atender pacientes com suspeita de coronavírus e outros casos clínicos que necessitam de internamento, já que não há leitos hospitalares para transferência de pacientes.

    A unidade também tem falta de monitores e por isso os trabalhadores precisam escolher quem monitorar. O correto seria que todos os pacientes de UTI ou com queixas respiratórias, possuíssem um monitor, mas isso não acontece.

    Os problemas da unidade não vêm de hoje e a sobrecarga de pacientes também não. Agora, com o aumento do número de casos na cidade, a UPA que finalmente havia conquistado as saídas de oxigênio para os pacientes devido à luta dos trabalhadores, está mais uma vez com falta do material.

    Além disso, a unidade já teve um banheiro transformado em sala de vacina de maneira completamente improvisada, sem a Prefeitura pensasse em nenhuma solução de adequação do espaço após a necessidade dos atendimentos a pacientes com Covid-19.

    E quando se fala em sobrecarga de trabalho, não é de hoje que a UPA apresenta necessidade de mais trabalhadores contratados na linha de frente. Nesta terça-feira, foram atendidos 44 pacientes na unidade só no eixo Covid, idealmente, de acordo com os servidores, a UPA deveria atender 20 pessoas entre internamento, emergência e observação.Ou seja, os trabalhadores da unidade estão sendo obrigados a dar conta do DOBRO da capacidade que o local teria de atender.

    Não dar condições mínimas para que os trabalhadores da saúde salvem vidas é responsabilidade da Prefeitura e da SMS e os trabalhadores continuam cobrando para que a administração faça o seu trabalho!

    Há quase um ano o Fala, Servidor mostra a verdade da pandemia em Curitiba

    Daqui dois dias a pandemia em Curitiba faz aniversário, um ano do primeiro caso de Covid-19 na cidade. Se as medidas de controle da pandemia estivessem sendo aplicadas, talvez este fosse um aniversário menos triste. Afinal de contas, além da continuação desenfreada da pandemia, faz um ano que as denúncias do Fala, Servidor têm mostrado o descaso da Prefeitura com os trabalhadores do funcionalismo municipal e com a vida da população.

    Os números desta segunda-feira (8), mostra mais 32 mortos, quase 11 mil casos ativos de coronavírus na cidade e com 321 pessoas aguardando leitos exclusivos para Covid-19. Os dados são da própria SMS e da Central de Acesso à Regulação do Paraná (CARE).Com essa situação, o questionamento é: o que a Prefeitura tem feito para amenizar a situação da pandemia e garantir condições de internamento e tratamento na cidade?

    Sem medidas para manter a população em casa, a Prefeitura obriga os trabalhadores a pegar ônibus lotados e se expor a essa doença todos os dias. Mesmo com medo, é impossível pedir para as pessoas ficarem em casa quando não existe uma política pública que garanta isso. As mortes podem ser evitadas, mas falta vontade política para que isso aconteça.

    Imprensa Sismuc e Sismmac
Voltar para o Índice

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba
Rua Nunes Machado, 1577 - Rebouças, Curitiba - PR. CEP: 80220-070     Fone/Fax: (41) 3322-2475 | (41) 98407-4932     E-mail: sismuc@sismuc.org.br
Atendimento de segunda a sexta-feira das 8h às 18h.

DOHMS